segunda-feira, 3 de abril de 2017

OS GRANDES TIMES DO FUTEBOL DE MESA BRASILIENSE - 1ª parte



Durante toda essa semana, estaremos contando um pouco da história da maioria dos times que já passaram pelo futebol de mesa brasiliense, desde o ano de 1979 até os dias de hoje.
Serão alguns nomes de times que lembramos para fazer essa matéria. Pedimos desculpas aos que esquecemos, em muitos casos por não terem o nome fixo para seus times, jogando um torneio com um time e no outro já estava com outro completamente diferente. Em outros casos, pois tiveram passagens meteóricas. Também tem aqueles que nunca tiveram a preocupação de ter um nome somente para seu time de futebol de mesa.
Aqui procuramos homenagear, principalmente, aqueles que sempre demonstraram fidelidade ao seu primeiro time, através dos tempos, apesar das evoluções acontecidas, das paralisações temporárias, da concorrência do futebol internacional...

OS PRIMEIROS NOMES DE TIMES NA HISTÓRIA DO FUTEBOL DE MESA

Um campeonato reunindo times famosos como Ajax, Arsenal, Atlético Mineiro, Barcelona, Bayern Munich, Benfica, Boca Juniors, Botafogo, Corinthians, Cruzeiro, Dinamo de Kiev, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Internacional, Juventus, Liverpool, Manchester United, Milan, Palmeiras, Peñarol, Real Madrid, River Plate, Santos, São Paulo e Vasco da Gama, dentre outros, certamente tenderia ao equilíbrio e poderia ser classificado como a Copa do Mundo de Clubes. 
O estádio para comportar tantos torcedores atraídos pela fama destes clubes teria que ser maior que o Maracanã, que já foi o maior do mundo.
Mas, isto é possível graças ao futebol de mesa, que leva para uma mesa todas as emoções do futebol de campo, inclusive os seus grandes times.
Antigamente, havia times formados por "atletas" arrancados de velhas roupas e podiam ser motivo de vultosas transferências. Hoje em dia, o espaço deixado por esses atletas foi ocupado por superequipes, caríssimas, com "craques" de acrílico, palaton ou madrepérola, considerados inegociáveis por seus donos.
Independente da época da sua prática, sempre foi tudo quase como no futebol de verdade. Os jogadores são Pelé, Rivelino, Sócrates, Rummenigge, Platini, Maradona, Romário, Ronaldo, Messi, Cristiano Ronaldo ou Neymar. 
Todos nós gostaríamos de alcançar a glória de um jogador de futebol. Então, transferimos tudo para a mesa de botões. É uma espécie de projeção. Os próprios botonistas se encarregam de aprimorar as qualidades técnicas de seus jogadores, polindo-os, lixando-os e tratando-os com o máximo cuidado, para evitar arranhões e esfoladelas, pois dizemos que botonista é isso: alguém que possui habilidade manual de um artesão e a cabeça de um enxadrista, e demonstra sua fortíssima paixão através do carinho com que trata os seus craques.
De Norte a Sul, todas as semanas, milhares de botonistas se encontram para disputar os mais variados tipos de campeonatos. Mesas transformam-se em Maracanã ou Morumbi para o desafio dos botonistas. Ali eles se enfrentam em desafios táticos dignos de um Cláudio Coutinho ou um Rubens Minelli.
É possível acreditar que a Seleção Brasileira de Futebol, uma semana após a conquista do tricampeonato mundial no México, em 1970, tenha sido derrotada por uma equipe formada pelos desconhecidos Catarata, Peteco, Narciso, Grandão e Zé Toco; Ubaldair, Tonho e Fiuzinho; Toró, Boléia e Jagunço? No futebol de mesa tudo é possível, inclusive a derrota do selecionado brasileiro para esta mistura de atletas desconhecidos.
As primeiras escalações de times de futebol de mesa que temos notícias datam de 1929, quando foi disputado o primeiro campeonato carioca de football celotex: o Nacional, de Geraldo Decourt, tinha a seguinte escalação: Ransome (Pulga), Grané e Paternoster (Della Torre); Medici (Evaristo), Milanezi (Bermudes) e Serafini (Zumelzu); Mosca (Jarrita), Camarão, Feitiço (Tarasconi), Seoane (Formiga) (Cherro) e Luna (De Maria) (Scarone), uma mistura de jogadores de clubes paulistas e da Seleção Argentina daquela época. 
Por outro lado, José da Silva, técnico do Santa Theresa, rival do Nacional, alinhava: Montanhoso (Castelo), Torpedo e Pizatto; Pepe, Chatinho e Zé Leite (Fortunato); Maciel, Camisa, Lesma (Alemão), Hugo e Moderato (Carango).
Alberto Fernandes era o técnico do Hespanha, que possuía os seguintes jogadores: Brilhante, Careca, Molla, Manobra, Mc Lean, Ministro, Popó, Paschoal, Pepico, Rainha, Ribeiro, Satanás, Texaco e Zamora.
Já seu irmão, Orlando Fernandes, era o treinador do Rápido, que era defendido pelos seguintes craques: Barão, Bucyrus, China, El Maestro, Gelber, Mosquito, Miguel, Mituca, Risonho, Rolf, Tainha, Vaccaro e Vadinho.

Continuaremos amanhã...

Um comentário:

  1. Sensacional, Zé! Agora, depois me diga como conseguiu essas escalações de 1929! Fantástico!

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