terça-feira, 4 de abril de 2017

OS GRANDES TIMES DO FUTEBOL DE MESA BRASILIENSE - 2ª parte



A segunda parte de nosso histórico sobre os times do futebol de mesa brasiliense tratará dos times do coração dos nossos botonistas. A oportunidade de levar para as mesas as grandes rivalidades estaduais do futebol de campo.
Em Brasília, para não cair na rotina dos nomes dos times e jogadores que, via de regra, recebiam os nomes daqueles que estavam em evidência, muitos técnicos resolveram usar a imaginação e criar os seus próprios esquadrões.
Com o tempo, foram surgindo diversas equipes, com os mais variados nomes.
Começamos contando um pouco da história dos técnicos que deram preferência a jogar com tradicionais equipes do futebol brasileiro e mundial, em sua maioria procurando homenagear o clube pelo qual torcem.
É bom esclarecer que surgirão nomes idênticos, mas esses somente foram utilizados após a inatividade de outro time com o mesmo nome.

Começamos pelo futebol carioca.
Os amigos leitores vão ver na postagem de amanhã que os clubes do Rio de Janeiro tiveram muito mais técnicos jogando com “alcunhas” relacionadas aos clubes do Rio de Janeiro do que seus nomes próprios.
Foram poucos os técnicos que preferiram defender seus times do coração. O Flamengo, foi representado por Marcos Pontes Veloso. Um técnico com o nome de Vasco Duarte só poderia jogar com o Vasco da Gama!
O tricolor Fluminense teve mais adeptos. O primeiro a jogar com o Fluminense foi o craque Márcio Da Rós. Depois esteve nas mãos de Carlos Eduardo Araújo. O nome foi herdado por Iuri Dourado e hoje em dia é defendido pelo Márcio Gomes (Fluminense)
Com Botafogo jogaram Júlio César Roffé, Nonato Silva e Ricardo Maciel.
Ranieri Silvano jogou com o América.
Enedino Carvalho e Valter Silva, foram técnicos do Bangu.
O Serrano, de Bruno Machado, reforçado de Garrincha, certamente oporia grande resistência a esses grandes clubes do Rio de Janeiro.

Passando para o futebol paulista, encontramos três grandes clubes de São Paulo representados por três feras do futebol de mesa brasiliense: o Santos, do grande técnico Paulo Caruso, várias vezes campeão, assim também o Corinthians, de Jan Buarque. Curiosamente, Jan Buarque começou a jogar com o Corinthians e, por achar muita responsabilidade jogar com o time do seu coração, passou a jogar com times iniciados com a letra “C”, tais como Cigarrets, Carrets e Carrosel, até voltar para o Corinthians, isso em 2008.
O Palmeiras já teve dois representantes: Jorge Santos e Luís Domênico. Alcides Figueira Filho andou jogando um tempo com o time do Palmeiras, hoje está com o Oscar, time que defende desde o seu início em São José do Rio Preto.
O primeiro São Paulo a disputar competições no DF tinha como técnico Susumu Gunshiken. Não demorou para ser “adotado” por um grande técnico do futebol de mesa brasiliense: Luiz Cláudio Caruso, que depois passou a jogar com o Triturador. Também teve um pequeno período onde teve a defendê-lo, Paulinho Caruso, filho de Paulo Caruso.
Em atividade hoje temos Marcelo Porto, com o Araçatuba.
Encerrando a lista dos representantes paulistas tivemos os irmãos Alexandre Basso (Ponte Preta) e Felipe Basso (Guarani) se enfrentando. Literalmente, um clássico caseiro...

Continuando a falar de clássicos, por pouco não tivemos o Grenal, com o Grêmio, de Antônio Carlos Batista, enfrentando o Internacional, de Rossini Nascimento.

O interior gaúcho também esteve representando pelo Pelotas, de Ronaldo Larrossa, e o Juventude, de Orly Urach.

O maior clássico do futebol mineiro colocaria, frente a frente, o Atlético Mineiro, de Alexandre Rocha, enfrentando o Cruzeiro, de André Ghenov ou Hamilson Moncaio.

Caminhando na direção do Nordeste...

O Bahia, de Adinalino Reis, nunca teve seu grande rival, o Vitória, como adversário.

O rubro-negro Sport Recife já foi defendido por Edimilson Buregio e Ivan Lemos. Ambos encontrariam no Náutico, de Mauro Moura, um ferrenho adversário nesse clássico pernambucano. Logo depois, Mauro alteraria o nome do seu time para Capibaribe.

Poderia ter acontecido mais uma edição do MAREMOTO, clássico do futebol maranhense entre Maranhão, de José Ribamar Garcez, e Moto Clube, de Manoel Vilas Boas.

O Tiradentes, de Márcio Parente, também não encontrou um adversário entre os clubes brasilienses.

Mais recentemente, esteve jogando entre nós da AABB o técnico Tiago Feliz, único representante do futebol do Espírito Santo até hoje a disputar competições no futebol de mesa brasiliense. Ele jogou poucas partidas com a Desportiva.

Fora do Brasil, mais precisamente da Argentina, também tivemos times no futebol de mesa brasiliense. O maior clássico do futebol dos “hermanos” reuniria River Plate, de Nilton Lopes, e o Boca Juniors, de Alcebíades Almeida Junior.

Zarpando da América do Sul em direção a Europa, por um bom tempo as mesas de Brasília presenciaram o clássico italiano Napoli, de Roberto Pessoa, e Juventus, de Eduardo Almeida, que jogou com o Torino no início do futebol de mesa brasiliense, em 1979 (hoje em dia jogando com o Germânicos).

Chegando na Inglaterra, o maior clássico da cidade dos Beatles reuniria o Everton, de Álvaro Azevedo, e o Liverpool, de Ângelo Escarlate. Um dos dois poderia enfrentar o Wolverhampton, de Lander Bossois, hoje em Goiânia, e que passou um tempo em Brasília.

O outro representante do futebol europeu foi o Estrela Vermelha. Curiosamente, o flamenguista Gaspar Vianna resolveu inscrever o Estrela Vermelha, da antiga Iugoslávia, por esse ter sido o adversário do Flamengo no primeiro jogo de futebol em que ele esteve presente ao Maracanã, na década de 50.

Durante muitos anos o futebol de mesa brasiliense esteve sem representantes da Europa. Hoje em dia, com as técnicas cada vez mais aprimoradas na confecção de nossos times, a coisa mais comum que tem é ver desfilando por nossas mesas Ajax, Barcelona, Bayern Munich, Manchester United, Paris St. Germain e Real Madrid, dentre outros.

Amanhã falaremos dos técnicos que preferiram jogar com times de “alcunhas” relacionadas aos seus clubes do coração.

Um comentário:

  1. muito legal Ze, criando a memória do futebol de mesa de Brasilia e do Brasil, parabéns!!!

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