|
ANO |
EDIÇÃO |
TÉCNICOS PARTICIPANTES |
JOGOS REALIZADOS |
GOLS ASSINALADOS |
GOLS/ JOGO |
CAMPEÃO |
VICE-CAMPEÃO |
3º COLOCADO |
|
1980 |
1 |
29 |
104 |
265 |
2,55 |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
PAULO CARUSO |
|
1982 |
2 |
36 |
105 |
212 |
2,02 |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
WILLIAM DIAS |
JOSÉ CARLOS LIBÓRIO |
|
1983 |
3 |
28 |
84 |
284 |
3,38 |
JAN BUARQUE |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
PAULO NADER |
|
1985 |
4 |
36 |
81 |
296 |
3,65 |
WALTER MORGADO |
PAULO CÉSAR FARIA |
JAN BUARQUE |
|
1987 |
5 |
24 |
538 |
1950 |
3,62 |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
PAULO CÉSAR FARIA |
LOURIVAL COUTO |
|
1988 |
6 |
16 |
133 |
555 |
4,17 |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
PAULO CÉSAR FARIA |
|
1989 |
7 |
24 |
199 |
726 |
3,65 |
PAULO CARUSO |
PAULO CÉSAR FARIA |
WALTER MORGADO |
|
1990 |
8 |
24 |
198 |
554 |
2,80 |
JAN BUARQUE |
WALBER SALAZAR |
PAULO CÉSAR FARIA |
|
1991 |
9 |
36 |
252 |
845 |
3,35 |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
PAULO CARUSO |
WALTER MORGADO |
|
1993 |
10 |
18 |
216 |
582 |
2,69 |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
JAN BUARQUE |
WALTER MORGADO |
|
1994 |
11 |
17 |
184 |
502 |
2,73 |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
PAULO CÉSAR FARIA |
JAN BUARQUE |
|
1995 |
12 |
10 |
91 |
255 |
2,80 |
PAULO CÉSAR FARIA |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
JAN BUARQUE |
|
1997 |
13 |
10 |
91 |
284 |
3,12 |
JAN BUARQUE |
PAULO CÉSAR FARIA |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
|
1999 |
14 |
14 |
136 |
424 |
3,12 |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
PAULO CARUSO |
AILSON BRITES (Jucão) |
|
2000 |
15 |
11 |
112 |
390 |
3,48 |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
PAULO CÉSAR FARIA |
SÉRGIO MOTTA |
|
2001 |
16 |
22 |
176 |
710 |
4,03 |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
PAULO CÉSAR FARIA |
MARCELO MOTTA |
|
2002 |
17 |
16 |
120 |
377 |
3,14 |
PAULO CÉSAR FARIA |
TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR |
JAN BUARQUE |
|
2003 |
18 |
20 |
235 |
694 |
2,95 |
TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR |
EINSTEIN MARTINS |
MAURO MOURA |
|
2004 |
19 |
14 |
117 |
322 |
2,75 |
PAULO CÉSAR FARIA |
RODRIGO CARUSO |
SÉRGIO MOTTA |
|
2005 |
20 |
16 |
225 |
539 |
2,40 |
PAULO CÉSAR FARIA |
TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
|
2006 |
21 |
10 |
93 |
292 |
3,14 |
TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
MARCELO MOTTA |
|
2007 |
22 |
12 |
134 |
362 |
2,70 |
TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
|
2008 |
23 |
12 |
135 |
358 |
2,65 |
LUCIANO SAMPAIO |
TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
|
2009 |
24 |
12 |
132 |
278 |
2,11 |
PAULO CÉSAR FARIA |
EDUARDO ALMEIDA |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
|
2010 |
25 |
14 |
150 |
485 |
3,23 |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
EDUARDO ALMEIDA |
ALCIDES FIGUEIRA FILHO |
|
2011 |
26 |
14 |
98 |
299 |
3,05 |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
ADOLPHO PARENTE |
LUIZ CLÁUDIO CARUSO |
|
2012 |
27 |
16 |
238 |
778 |
3,27 |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
PAULO CARUSO |
TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR |
|
2013 |
28 |
17 |
243 |
645 |
2,65 |
TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR |
ALCIDES FIGUEIRA FILHO |
PAULO CARUSO |
|
2014 |
29 |
19 |
170 |
484 |
2,85 |
PAULO CARUSO |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
|
2015 |
30 |
19 |
119 |
311 |
2,61 |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR |
JOSÉ RICARDO ALMEIDA |
|
2016 |
31 |
9 |
59 |
173 |
2,93 |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
PAULO CÉSAR FARIA |
ADOLPHO PARENTE |
|
2017 |
32 |
22 |
126 |
311 |
2,47 |
ALCIDES FIGUEIRA FILHO |
MARCELO FERREIRA |
ADOLPHO PARENTE |
|
2018 |
33 |
24 |
100 |
238 |
2,38 |
ADOLPHO PARENTE |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
ALCIDES FIGUEIRA FILHO |
|
2019 |
34 |
15 |
70 |
179 |
2,56 |
RODRIGO CARUSO |
ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA |
MARCELO FERREIRA |
|
2022 |
35 |
18 |
111 |
264 |
2,38 |
ALCIDES FIGUEIRA FILHO |
PAULO CÉSAR FARIA |
MARCELO FERREIRA |
|
TOTAL |
5.375 |
16.223 |
3,02 |
quarta-feira, 30 de agosto de 2023
RESENHA TÉCNICA DA TAÇA BRASÍLIA DE FUTEBOL DE MESA - 1980 a 2022
segunda-feira, 28 de agosto de 2023
MEU TIME DE BOTÃO: All Stars
Por Álvaro Sampaio (in memoriam)
No início da minha carreira como botonista (1981), surgiu a dúvida de qual seria o nome do meu time. Na época já estavam registrados quase todos os nomes dos times de futebol do Rio de Janeiro e São Paulo, pelo menos os que me interessavam. Então bolei um nome que seria exclusivo, pessoal, e além do mais formado pelas iniciais do meu nome – ASF (Álvaro Sampaio Filho). Estava criado o All Stars Futebol de Mesa.
O segundo problema foi a criação de um distintivo, já que o nome era diferenciado. Inicialmente desenhei um escudo baseado na bandeira dos nortistas dos Estados Unidos, na Guerra de Secessão. Posteriormente criei um escudo que era um misto do emblema do Monterrey, do México, e o cometa do Brest Armorique, da França. Mas sempre com a combinação das cores vermelha, azul e branca.
Aí surgiu outra questão: Como ficaria a escalação desta equipe? Quais seriam os nomes que adotaria para os jogadores? Achei que não ficaria legal colocar nomes de jogadores de equipes como o Botafogo, por exemplo, até porque os profissionais daquele time, como os de todos os outros, têm permanência efêmera nas respectivas agremiações. As transferências são constantes e as escalações mudam freqüentemente.
Como sempre fui amante da música clássica, optei por uma escalação surrealista, com nomes de compositores clássicos, nomes que atravessaram gerações, séculos e tornaram-se imortais pelo legado que nos deixaram. Obras musicais de rara beleza, que se perpetuaram e resistem ao tempo.
Por este motivo, assim ficou a escalação do All Stars Futebol de Mesa, cujos nomes alinho abaixo, seguidos de breves explicações sobre alguns detalhes da vida de cada um.
1 – ROSSINI (Gioachino) –1792 a 1868. Considerado inovador na sua época. Foi o “mestre” das aberturas de óperas. Dentre os seus trabalhos, destacam-se O Barbeiro de Sevilha, O Poeta e o Camponês, e La Gazza Ladra.
2 – BEETHOVEN (Ludwig Von) –1770 a 1827. Talento muito precoce, teve extensa produção musical. Concertos, Sonatas, Musicas Corais, Cantatas, Noturnos,etc.Uma das suas obras mais populares é o Concerto nº5 (Imperador).
3 – TCHAIKOWSKY (Peter Ilich) –1840 a 1893. Dedicou-se à música de balé. A Suíte Quebra Nozes é sem dúvida a mais conhecida das suas obras,
4 – CARLOS GOMES (Antonio) –1836 a 1896 – Brasileiro nascido em Campinas, sua obra mais conhecida é a ópera O Guarany.
5 – VERDI (Giuseppe Fortunato Francesco) – Inegavelmente, uma das maiores estrelas do mundo operístico. A mais conhecida de suas composições é a MarchaTriunfal, da ópera Aída, composta para a inauguração do canal de Suez. Após vários anos de sucessivos fracassos, teve na ópera Nabuco o início da sua triunfal carreira, cuja ária Vá Pensiero é a mais conhecida e executada em todo o mundo.
6 – BIZET (Georges) –1838 a 1875 – Francês, teve o seu ponto culminante com a ópera Carmem, até hoje uma das mais representadas mundialmente. Morreu aos 37 anos, sem ver o sucesso do seu trabalho.
7 – CHOPIN (Friederich) –1810 a 1849 – Compôs mais de 250 obras, todas envolvendo o piano.
8 – GUNOD (Charles) –1818 a 1893 – Francês, compôs várias óperas, réquiens, sinfonias. Teve na Ave Maria a sua obra mais célebre, a mais conhecida.
9 – GERSHWIN (George)1898 a 1937 – Americano, compositor de extensa obra, autos de uma música mais conhecidas e popularizadas mundialmente – Summertime – que teve em Louis Armstrong e Ella Fritzgerald os seus melhores intérpretes. O que poucos sabem, porém, é que Summertime é uma ária da ópera Porgy & Bess, que o autor compôs em parceria com seu irmão, Ira.
10 – SUPPÉ (Franz Von) –1819 a 1895 – Austríaco, compositor de operetas, dentre as quais O Poeta e o Camponês, muito conhecida.
11 – STRAUSS (Johan) –1804 a 1849 – O patrono da dinastia dos “reis da valsa”, foi o principal criador da valsa vienense. Compôs centenas de polcas, marchas, quadrilhas, galopes e, claro, valsas.
12 – LEONCAVALLO (Ruggero) –1857 a 1919 – Italiano nascido em Nápoles, compôs óperas e operetas. A sua obra mais conhecida é a ópera Palhaços.
13 – VILLA LOBOS (Heitor) –1887 a 1959 – O compositor brasileiro mais famoso, autodidata, que teve nas Bachianas Brasileiras o seu maior sucesso.
15 – WAGNER (Richard) –1813 a 1883 – Nascido em Leipzig, Alemanha, foi classificado como anarquista, socialista, anti-semita. Além de compositor, foi também escritor e político. Compôs 13 óperas, dentre as quais Lohengrin, O Holandês Voador e Tanhauser.
O segundo problema foi a criação de um distintivo, já que o nome era diferenciado. Inicialmente desenhei um escudo baseado na bandeira dos nortistas dos Estados Unidos, na Guerra de Secessão. Posteriormente criei um escudo que era um misto do emblema do Monterrey, do México, e o cometa do Brest Armorique, da França. Mas sempre com a combinação das cores vermelha, azul e branca.
Aí surgiu outra questão: Como ficaria a escalação desta equipe? Quais seriam os nomes que adotaria para os jogadores? Achei que não ficaria legal colocar nomes de jogadores de equipes como o Botafogo, por exemplo, até porque os profissionais daquele time, como os de todos os outros, têm permanência efêmera nas respectivas agremiações. As transferências são constantes e as escalações mudam freqüentemente.
Como sempre fui amante da música clássica, optei por uma escalação surrealista, com nomes de compositores clássicos, nomes que atravessaram gerações, séculos e tornaram-se imortais pelo legado que nos deixaram. Obras musicais de rara beleza, que se perpetuaram e resistem ao tempo.
Por este motivo, assim ficou a escalação do All Stars Futebol de Mesa, cujos nomes alinho abaixo, seguidos de breves explicações sobre alguns detalhes da vida de cada um.
1 – ROSSINI (Gioachino) –
2 – BEETHOVEN (Ludwig Von) –
3 – TCHAIKOWSKY (Peter Ilich) –
4 – CARLOS GOMES (Antonio) –
5 – VERDI (Giuseppe Fortunato Francesco) – Inegavelmente, uma das maiores estrelas do mundo operístico. A mais conhecida de suas composições é a MarchaTriunfal, da ópera Aída, composta para a inauguração do canal de Suez. Após vários anos de sucessivos fracassos, teve na ópera Nabuco o início da sua triunfal carreira, cuja ária Vá Pensiero é a mais conhecida e executada em todo o mundo.
6 – BIZET (Georges) –
7 – CHOPIN (Friederich) –
8 – GUNOD (Charles) –
9 – GERSHWIN (George)
10 – SUPPÉ (Franz Von) –
11 – STRAUSS (Johan) –
12 – LEONCAVALLO (Ruggero) –
13 – VILLA LOBOS (Heitor) –
15 – WAGNER (Richard) –
sábado, 26 de agosto de 2023
JOGOS INESQUECÍVEIS: a virada no último chute
Retirado do Informativo Serrano, de outubro de 1982, vamos conhecer o “jogo inesquecível” do nosso saudoso amigo Paulo Sérgio Nader.
“Eu poderia citar vários jogos que me marcaram, tanto no aspecto positivo como no negativo. No positivo, qualquer jogo que eu ganhe do Jan, a quem considero extremamente difícil de ser batido, é um jogo para nunca mais sair da minha memória. No aspecto negativo, houve duas goleadas humilhantes de 10 x 1 e 9 x 1 para o San Tiago e o Gilberto Moura, respectivamente, que nunca mais esquecerei.
Mas, o jogo mais emocionante para mim, pelas circunstâncias, aconteceu no 3º Campeonato Brasileiro Interclubes de Futebol de Mesa, em 1982, em Brasília, contra o Sérgio Burnier, de Belo Horizonte.
O jogo começou duro, com ataques de ambas as partes, até que na metade do primeiro tempo o número 11 do Sérgio Burnier acertou um chute impossível, sem ângulo, e fez 1 x 0.
Continuei tentando acertar meu jogo, mas o Burnier estava muito bem. Aos 15 minutos do 2º tempo (faltavam dez para acabar a partida), cometi um pênalti infantil. Foi aí que me desesperei. Pensei “agora a vaca foi para o brejo”. Mas, aí, aconteceu o inesperado: o Burnier tocou no canto e a bola foi para fora.
Quando olhei para a cara que ele fez de desânimo, pensei: “É agora ou nunca”. Fui todo para o ataque. Dois minutos depois do pênalti perdido, consegui o gol de empate.
E o jogo permanecia nervoso, até que armei uma jogada de ataque no grande círculo. Quando mandei Burnier colocar o goleiro, soou o cronômetro e o árbitro Paulo Duarte, do Rio de Janeiro, disse: “último chute”.
Concentrei-me e toquei mansamente no canto esquerdo do goleiro do Burnier. A emoção foi muito forte e o meu grito ecoou por todo o ginásio da AABB: gol!
Era a classificação do Serrano para a fase final que estava confirmada, num jogo disputado, palmo a palmo, e que me emocionou profundamente”.
quarta-feira, 23 de agosto de 2023
A REGRA É CLARA! O rebote de um pênalti
Eis a situação:
Pênalti marcado. O técnico favorecido pega o jogador nº 10, escolhe a melhor posição e pede para o goleiro do adversário ser colocado. Isto feito, o pênalti é cobrado e o goleiro defende, com a bola vindo a tocar novamente no nº 10. Pergunta: pode haver chute a gol novamente, por esse nº 10 ou por qualquer outro jogador de sua equipe?
Resposta: PODE!
Vamos ao que diz a Regra XIV, Pênalti:
Art. 100 – CONCEITO
É a punição para qualquer infração do Art. 83, FALTA, cometida dentro das áreas do campo de defesa do técnico infrator.
Art. 101 – EXECUÇÃO DO PÊNALTI
O PÊNALTI é cobrado do lugar correspondente, marca penal, e na sua execução somente o jogador escolhido para a cobrança poderá ficar dentro da grande área e os outros a mais de 183 mm da bola.
O árbitro determinará aos técnicos que procedam as remoções necessárias, iniciando-se pelo técnico beneficiado. Todos os jogadores deverão ficar atrás da linha da bola e fora da grande área. Cada técnico terá um tempo único de reflexão para executar todos os deslocamentos necessários.
§ 1º: A cobrança do pênalti só poderá ser feita após a autorização do árbitro, que deverá verificar se o goleiro está com a sua base totalmente sobre a linha de gol;
§ 2º: O arremesso ao gol pode ser direto ou não, a critério do beneficiado.
Art. 102 – DUPLO LANCE
O cobrador do pênalti estará subordinado às prescrições estabelecidas no Art. 95 destas regras.
E o que está dizendo o Art. 95?
Art. 95 – DUPLO LANCE
O técnico não poderá fazer um segundo lance com o jogador encarregado da cobrança de qualquer tiro livre direto até que a bola seja tocada ou venha a tocar em outro jogador. Ao fazer um duplo lance, o técnico será punido com Tiro Livre Indireto (Art. 94), a ser cobrado do local em que se encontrava o jogador.
Esse exemplo é bastante parecido com o futebol de campo. Pensem na quantidade de gols marcados em rebote de pênalti, pelo cobrador ou por um companheiro seu que que está fora da grande área e aproveita esse rebote, chutando a bola e colocando-a para dentro do gol.
§ 1º: A cobrança do pênalti só poderá ser feita após a autorização do árbitro, que deverá verificar se o goleiro está com a sua base totalmente sobre a linha de gol;
§ 2º: O arremesso ao gol pode ser direto ou não, a critério do beneficiado.
Art. 102 – DUPLO LANCE
O cobrador do pênalti estará subordinado às prescrições estabelecidas no Art. 95 destas regras.
E o que está dizendo o Art. 95?
Art. 95 – DUPLO LANCE
O técnico não poderá fazer um segundo lance com o jogador encarregado da cobrança de qualquer tiro livre direto até que a bola seja tocada ou venha a tocar em outro jogador. Ao fazer um duplo lance, o técnico será punido com Tiro Livre Indireto (Art. 94), a ser cobrado do local em que se encontrava o jogador.
Esse exemplo é bastante parecido com o futebol de campo. Pensem na quantidade de gols marcados em rebote de pênalti, pelo cobrador ou por um companheiro seu que que está fora da grande área e aproveita esse rebote, chutando a bola e colocando-a para dentro do gol.
segunda-feira, 21 de agosto de 2023
O MAGO DOS GOLEIROS E DOS TIMES (in memoriam)
A primeira recordação que tenho do Juarez foi num
torneio em Juiz de Fora. Lá estava aquele negro bonachão, esparramado nas
arquibancadas do ginásio, cercado por vários botonistas interessados em comprar
times e goleiros que ele tão bem fabricava.
Torneiro aposentado, como ele mesmo se definia, largou a profissão para se dedicar aos botões. Como todos os outros fabricantes, às vezes enrolava as entregas, atrasando os pedidos, para desespero dos novatos, que esperavam ansiosos pela chegada do que consideravam um presente dos deuses.
Meu primeiro goleiro, o Humberto "original", foi confeccionado por ele. Era todo transparente, com duas pequenas faixas verticais em vermelho e preto (logo eu, um tricolor fanático, com um goleiro que mais poderia representar o arquirrival Flamengo). Custou 20 (qual era a moeda da época, começo da década de 1980? Cruzeiro, cruzado, cruzado novo? Não me lembro). Mas foi o Humberto o grande responsável pelo maior título da história do meu time, o Chorare: o de campeão brasileiro adulto individual em 1983, numa final histórica contra o Zé Ricardo Lage, no Ginásio de Caio Martins, em Niterói, num campeonato que reuniu 64 botonistas. Na semifinal, eliminei o João Paulo Mury (então presidente da CBFM, figura que, até hoje, faz muita falta ao movimento) e joguei a decisão com o Zé Ricardo. O tempo normal acabou 1 x 1. Na prorrogação, nova igualdade: 1 x 1. Nos pênaltis, cinco cobrados consecutivamente, fui o primeiro a bater. Na primeira série, fiz quatro gols e perdi o último. O Zé Ricardo foi para as cobranças e marcou os quatro primeiros. Bastava converter o último para ser o campeão. Aí surgiu o Humberto, que defendeu o chute. Nova série, e novamente perdi uma cobrança. Na vez do Zé Ricardo, ele também desperdiçou uma, provocando o segundo empate por 4 x 4. Na terceira série, avisei ao meu adversário: Vou marcar os cinco. E foi o que ocorreu. Antes de bater o seu primeiro pênalti, Zé Ricardo me disse, baixinho: quero ser o primeiro a te cumprimentar. E o Humberto, como se tivesse asas, defendeu a cobrança, o que me deu a vitória por 5 x 0.
Em outros torneios, lá estava o Humberto a fazer defesas impressionantes. Como se as mãos calejadas do Juarez ajudassem aquele simples pedaço de acrílico a se transformar num Castilho (maior goleiro que vi jogar, defendendo o Fluminense e o Brasil) e defender bolas impossíveis.
A maioria dos botonistas do Rio de Janeiro, no começo da regra dos 3 Toques, usava os times confeccionados pelo Juarez. Um dos maiores campeões da nossa regra, o Bruno de Castro, usa até hoje um time feito pelo Juarez, que não troca por nenhum outro mais "moderno". Seu pai, o Josué, que também perdemos recentemente, jogava com um time do Juarez.
Outra história interessante que me remete ao Juarez foi novamente num campeonato em Juiz de Fora. Ele estava vendendo vários goleiros e um me chamou a atenção: era cor de abóbora, com duas faixas pretas na vertical. Era perfeito para o time do saudoso Walter Morgado. Não tive dúvida: comprei o goleiro e presenteei meu amigo de Brasília. Mas, no jogo seguinte do Walter, notei que ele não colocou o goleiro para jogar. Fiquei decepcionado e, depois do fim da partida, fiz a pergunta: "Walter, você não gostou do presente?" "É claro que gostei." Mas por que você usou o goleiro antigo?" “Porque o que você me deu não estava treinado...", disse, com um sorriso maroto.
Benjamin Abaliac (em agosto de 2013)
Nota:
Torneiro aposentado, como ele mesmo se definia, largou a profissão para se dedicar aos botões. Como todos os outros fabricantes, às vezes enrolava as entregas, atrasando os pedidos, para desespero dos novatos, que esperavam ansiosos pela chegada do que consideravam um presente dos deuses.
Meu primeiro goleiro, o Humberto "original", foi confeccionado por ele. Era todo transparente, com duas pequenas faixas verticais em vermelho e preto (logo eu, um tricolor fanático, com um goleiro que mais poderia representar o arquirrival Flamengo). Custou 20 (qual era a moeda da época, começo da década de 1980? Cruzeiro, cruzado, cruzado novo? Não me lembro). Mas foi o Humberto o grande responsável pelo maior título da história do meu time, o Chorare: o de campeão brasileiro adulto individual em 1983, numa final histórica contra o Zé Ricardo Lage, no Ginásio de Caio Martins, em Niterói, num campeonato que reuniu 64 botonistas. Na semifinal, eliminei o João Paulo Mury (então presidente da CBFM, figura que, até hoje, faz muita falta ao movimento) e joguei a decisão com o Zé Ricardo. O tempo normal acabou 1 x 1. Na prorrogação, nova igualdade: 1 x 1. Nos pênaltis, cinco cobrados consecutivamente, fui o primeiro a bater. Na primeira série, fiz quatro gols e perdi o último. O Zé Ricardo foi para as cobranças e marcou os quatro primeiros. Bastava converter o último para ser o campeão. Aí surgiu o Humberto, que defendeu o chute. Nova série, e novamente perdi uma cobrança. Na vez do Zé Ricardo, ele também desperdiçou uma, provocando o segundo empate por 4 x 4. Na terceira série, avisei ao meu adversário: Vou marcar os cinco. E foi o que ocorreu. Antes de bater o seu primeiro pênalti, Zé Ricardo me disse, baixinho: quero ser o primeiro a te cumprimentar. E o Humberto, como se tivesse asas, defendeu a cobrança, o que me deu a vitória por 5 x 0.
Em outros torneios, lá estava o Humberto a fazer defesas impressionantes. Como se as mãos calejadas do Juarez ajudassem aquele simples pedaço de acrílico a se transformar num Castilho (maior goleiro que vi jogar, defendendo o Fluminense e o Brasil) e defender bolas impossíveis.
A maioria dos botonistas do Rio de Janeiro, no começo da regra dos 3 Toques, usava os times confeccionados pelo Juarez. Um dos maiores campeões da nossa regra, o Bruno de Castro, usa até hoje um time feito pelo Juarez, que não troca por nenhum outro mais "moderno". Seu pai, o Josué, que também perdemos recentemente, jogava com um time do Juarez.
Outra história interessante que me remete ao Juarez foi novamente num campeonato em Juiz de Fora. Ele estava vendendo vários goleiros e um me chamou a atenção: era cor de abóbora, com duas faixas pretas na vertical. Era perfeito para o time do saudoso Walter Morgado. Não tive dúvida: comprei o goleiro e presenteei meu amigo de Brasília. Mas, no jogo seguinte do Walter, notei que ele não colocou o goleiro para jogar. Fiquei decepcionado e, depois do fim da partida, fiz a pergunta: "Walter, você não gostou do presente?" "É claro que gostei." Mas por que você usou o goleiro antigo?" “Porque o que você me deu não estava treinado...", disse, com um sorriso maroto.
Benjamin Abaliac (em agosto de 2013)
Nota:
No último dia 19 de agosto completou dez anos que nosso amigo Juarez Reis faleceu.
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