quarta-feira, 30 de agosto de 2023

RESENHA TÉCNICA DA TAÇA BRASÍLIA DE FUTEBOL DE MESA - 1980 a 2022




ANO

EDIÇÃO

TÉCNICOS PARTICIPANTES

JOGOS REALIZADOS

GOLS ASSINALADOS

GOLS/ JOGO

CAMPEÃO

VICE-CAMPEÃO

3º COLOCADO

1980

1

29

104

265

2,55

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

PAULO CARUSO

1982

2

36

105

212

2,02

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

WILLIAM DIAS

JOSÉ CARLOS LIBÓRIO

1983

3

28

84

284

3,38

JAN BUARQUE

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

PAULO NADER

1985

4

36

81

296

3,65

WALTER MORGADO

PAULO CÉSAR FARIA

JAN BUARQUE

1987

5

24

538

1950

3,62

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

PAULO CÉSAR FARIA

LOURIVAL COUTO

1988

6

16

133

555

4,17

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

PAULO CÉSAR FARIA

1989

7

24

199

726

3,65

PAULO CARUSO

PAULO CÉSAR FARIA

WALTER MORGADO

1990

8

24

198

554

2,80

JAN BUARQUE

WALBER SALAZAR

PAULO CÉSAR FARIA

1991

9

36

252

845

3,35

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

PAULO CARUSO

WALTER MORGADO

1993

10

18

216

582

2,69

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

JAN BUARQUE

WALTER MORGADO

1994

11

17

184

502

2,73

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

PAULO CÉSAR FARIA

JAN BUARQUE

1995

12

10

91

255

2,80

PAULO CÉSAR FARIA

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

JAN BUARQUE

1997

13

10

91

284

3,12

JAN BUARQUE

PAULO CÉSAR FARIA

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

1999

14

14

136

424

3,12

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

PAULO CARUSO

AILSON BRITES (Jucão)

2000

15

11

112

390

3,48

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

PAULO CÉSAR FARIA

SÉRGIO MOTTA

2001

16

22

176

710

4,03

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

PAULO CÉSAR FARIA

MARCELO MOTTA

2002

17

16

120

377

3,14

PAULO CÉSAR FARIA

TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR

JAN BUARQUE

2003

18

20

235

694

2,95

TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR

EINSTEIN MARTINS

MAURO MOURA

2004

19

14

117

322

2,75

PAULO CÉSAR FARIA

RODRIGO CARUSO

SÉRGIO MOTTA

2005

20

16

225

539

2,40

PAULO CÉSAR FARIA

TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

2006

21

10

93

292

3,14

TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

MARCELO MOTTA

2007

22

12

134

362

2,70

TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

2008

23

12

135

358

2,65

LUCIANO SAMPAIO

TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

2009

24

12

132

278

2,11

PAULO CÉSAR FARIA

EDUARDO ALMEIDA

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

2010

25

14

150

485

3,23

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

EDUARDO ALMEIDA

ALCIDES FIGUEIRA FILHO

2011

26

14

98

299

3,05

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

ADOLPHO PARENTE

LUIZ CLÁUDIO CARUSO

2012

27

16

238

778

3,27

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

PAULO CARUSO

TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR

2013

28

17

243

645

2,65

TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR

ALCIDES FIGUEIRA FILHO

PAULO CARUSO

2014

29

19

170

484

2,85

PAULO CARUSO

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

2015

30

19

119

311

2,61

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

TARCÍZIO DINOÁ JUNIOR

JOSÉ RICARDO ALMEIDA

2016

31

9

59

173

2,93

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

PAULO CÉSAR FARIA

ADOLPHO PARENTE

2017

32

22

126

311

2,47

ALCIDES FIGUEIRA FILHO

MARCELO FERREIRA

ADOLPHO PARENTE

2018

33

24

100

238

2,38

ADOLPHO PARENTE

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

ALCIDES FIGUEIRA FILHO

2019

34

15

70

179

2,56

RODRIGO CARUSO

ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA

MARCELO FERREIRA

2022

35

18

111

264

2,38

ALCIDES FIGUEIRA FILHO

PAULO CÉSAR FARIA

MARCELO FERREIRA

TOTAL

5.375

16.223

3,02


segunda-feira, 28 de agosto de 2023

MEU TIME DE BOTÃO: All Stars




Por Álvaro Sampaio (in memoriam)

No início da minha carreira como botonista (1981), surgiu a dúvida de qual seria o nome do meu time. Na época já estavam registrados quase todos os nomes dos times de futebol do Rio de Janeiro e São Paulo, pelo menos os que me interessavam. Então bolei um nome que seria exclusivo, pessoal, e além do mais formado pelas iniciais do meu nome – ASF (Álvaro Sampaio Filho). Estava criado o All Stars Futebol de Mesa.
O segundo problema foi a criação de um distintivo, já que o nome era diferenciado. Inicialmente desenhei um escudo baseado na bandeira dos nortistas dos Estados Unidos, na Guerra de Secessão. Posteriormente criei um escudo que era um misto do emblema do Monterrey, do México, e o cometa do Brest Armorique, da França. Mas sempre com a combinação das cores vermelha, azul e branca.
Aí surgiu outra questão: Como ficaria a escalação desta equipe? Quais seriam os nomes que adotaria para os jogadores? Achei que não ficaria legal colocar nomes de jogadores de equipes como o Botafogo, por exemplo, até porque os profissionais daquele time, como os de todos os outros, têm permanência efêmera nas respectivas agremiações. As transferências são constantes e as escalações mudam freqüentemente.
Como sempre fui amante da música clássica, optei por uma escalação surrealista, com nomes de compositores clássicos, nomes que atravessaram gerações, séculos e tornaram-se imortais pelo legado que nos deixaram. Obras musicais de rara beleza, que se perpetuaram e resistem ao tempo.
Por este motivo, assim ficou a escalação do All Stars Futebol de Mesa, cujos nomes alinho abaixo, seguidos de breves explicações sobre alguns detalhes da vida de cada um.

1 – ROSSINI (Gioachino) – 1792 a 1868. Considerado inovador na sua época. Foi o “mestre” das aberturas de óperas. Dentre os seus trabalhos, destacam-se O Barbeiro de Sevilha, O Poeta e o Camponês, e La Gazza Ladra.

2 – BEETHOVEN (Ludwig Von) – 1770 a 1827. Talento muito precoce, teve extensa produção musical. Concertos, Sonatas, Musicas Corais, Cantatas, Noturnos,etc.Uma das suas obras mais populares é o Concerto nº5 (Imperador).

3 – TCHAIKOWSKY (Peter Ilich) – 1840 a 1893. Dedicou-se à música de balé. A Suíte Quebra Nozes é sem dúvida a mais conhecida das suas obras,

4 – CARLOS GOMES (Antonio) – 1836 a 1896 – Brasileiro nascido em Campinas, sua obra mais conhecida é a ópera O Guarany.

5 – VERDI (Giuseppe Fortunato Francesco) – Inegavelmente, uma das maiores estrelas do mundo operístico. A mais conhecida de suas composições é a MarchaTriunfal, da ópera Aída, composta para a inauguração do canal de Suez. Após vários anos de sucessivos fracassos, teve na ópera Nabuco o início da sua triunfal carreira, cuja ária Vá Pensiero é a mais conhecida e executada em todo o mundo.

6 – BIZET (Georges) – 1838 a 1875 – Francês, teve o seu ponto culminante com a ópera Carmem, até hoje uma das mais representadas mundialmente. Morreu aos 37 anos, sem ver o sucesso do seu trabalho.

7 – CHOPIN (Friederich) – 1810 a 1849 – Compôs mais de 250 obras, todas envolvendo o piano.

8 – GUNOD (Charles) – 1818 a 1893 – Francês, compôs várias óperas, réquiens, sinfonias. Teve na Ave Maria a sua obra mais célebre, a mais conhecida.

9 – GERSHWIN (George) 1898 a 1937 – Americano, compositor de extensa obra, autos de uma música mais conhecidas e popularizadas mundialmente – Summertime – que teve em Louis Armstrong e Ella Fritzgerald os seus melhores intérpretes. O que poucos sabem, porém, é que Summertime é uma ária da ópera Porgy & Bess, que o autor compôs em parceria com seu irmão, Ira.

10 – SUPPÉ (Franz Von) – 1819 a 1895 – Austríaco, compositor de operetas, dentre as quais O Poeta e o Camponês, muito conhecida.

11 – STRAUSS (Johan) – 1804 a 1849 – O patrono da dinastia dos “reis da valsa”, foi o principal criador da valsa vienense. Compôs centenas de polcas, marchas, quadrilhas, galopes e, claro, valsas.

12 – LEONCAVALLO (Ruggero) – 1857 a 1919 – Italiano nascido em Nápoles, compôs óperas e operetas. A sua obra mais conhecida é a ópera Palhaços.

13 – VILLA LOBOS (Heitor) – 1887 a 1959 – O compositor brasileiro mais famoso, autodidata, que teve nas Bachianas Brasileiras o seu maior sucesso.

15 – WAGNER (Richard) – 1813 a 1883 – Nascido em Leipzig, Alemanha, foi classificado como anarquista, socialista, anti-semita. Além de compositor, foi também escritor e político. Compôs 13 óperas, dentre as quais Lohengrin, O Holandês Voador e Tanhauser.



sábado, 26 de agosto de 2023

JOGOS INESQUECÍVEIS: a virada no último chute


Retirado do Informativo Serrano, de outubro de 1982, vamos conhecer o “jogo inesquecível” do nosso saudoso amigo Paulo Sérgio Nader.

“Eu poderia citar vários jogos que me marcaram, tanto no aspecto positivo como no negativo. No positivo, qualquer jogo que eu ganhe do Jan, a quem considero extremamente difícil de ser batido, é um jogo para nunca mais sair da minha memória. No aspecto negativo, houve duas goleadas humilhantes de 10 x 1 e 9 x 1 para o San Tiago e o Gilberto Moura, respectivamente, que nunca mais esquecerei.
Mas, o jogo mais emocionante para mim, pelas circunstâncias, aconteceu no 3º Campeonato Brasileiro Interclubes de Futebol de Mesa, em 1982, em Brasília, contra o Sérgio Burnier, de Belo Horizonte.
O jogo começou duro, com ataques de ambas as partes, até que na metade do primeiro tempo o número 11 do Sérgio Burnier acertou um chute impossível, sem ângulo, e fez 1 x 0.
Continuei tentando acertar meu jogo, mas o Burnier estava muito bem. Aos 15 minutos do 2º tempo (faltavam dez para acabar a partida), cometi um pênalti infantil. Foi aí que me desesperei. Pensei “agora a vaca foi para o brejo”. Mas, aí, aconteceu o inesperado: o Burnier tocou no canto e a bola foi para fora.
Quando olhei para a cara que ele fez de desânimo, pensei: “É agora ou nunca”. Fui todo para o ataque. Dois minutos depois do pênalti perdido, consegui o gol de empate.
E o jogo permanecia nervoso, até que armei uma jogada de ataque no grande círculo. Quando mandei Burnier colocar o goleiro, soou o cronômetro e o árbitro Paulo Duarte, do Rio de Janeiro, disse: “último chute”.
Concentrei-me e toquei mansamente no canto esquerdo do goleiro do Burnier. A emoção foi muito forte e o meu grito ecoou por todo o ginásio da AABB: gol!
Era a classificação do Serrano para a fase final que estava confirmada, num jogo disputado, palmo a palmo, e que me emocionou profundamente”.




quarta-feira, 23 de agosto de 2023

A REGRA É CLARA! O rebote de um pênalti





Eis a situação:
Pênalti marcado. O técnico favorecido pega o jogador nº 10, escolhe a melhor posição e pede para o goleiro do adversário ser colocado. Isto feito, o pênalti é cobrado e o goleiro defende, com a bola vindo a tocar novamente no nº 10. Pergunta: pode haver chute a gol novamente, por esse nº 10 ou por qualquer outro jogador de sua equipe?
Resposta: PODE!
Vamos ao que diz a Regra XIV, Pênalti:

Art. 100 – CONCEITO

É a punição para qualquer infração do Art. 83, FALTA, cometida dentro das áreas do campo de defesa do técnico infrator.

Art. 101 – EXECUÇÃO DO PÊNALTI

O PÊNALTI é cobrado do lugar correspondente, marca penal, e na sua execução somente o jogador escolhido para a cobrança poderá ficar dentro da grande área e os outros a mais de 183 mm da bola.
O árbitro determinará aos técnicos que procedam as remoções necessárias, iniciando-se pelo técnico beneficiado. Todos os jogadores deverão ficar atrás da linha da bola e fora da grande área. Cada técnico terá um tempo único de reflexão para executar todos os deslocamentos necessários.

§ 1º:       A cobrança do pênalti só poderá ser feita após a autorização do árbitro, que deverá verificar se o goleiro está com a sua base totalmente sobre a linha de gol;

§ 2º:       O arremesso ao gol pode ser direto ou não, a critério do beneficiado.

Art. 102 – DUPLO LANCE

O cobrador do pênalti estará subordinado às prescrições estabelecidas no Art. 95 destas regras.

E o que está dizendo o Art. 95?

Art. 95 – DUPLO LANCE

O técnico não poderá fazer um segundo lance com o jogador encarregado da cobrança de qualquer tiro livre direto até que a bola seja tocada ou venha a tocar em outro jogador.  Ao fazer um duplo lance, o técnico será punido com Tiro Livre Indireto (Art. 94), a ser cobrado do local em que se encontrava o jogador.

Esse exemplo é bastante parecido com o futebol de campo. Pensem na quantidade de gols marcados em rebote de pênalti, pelo cobrador ou por um companheiro seu que que está fora da grande área e aproveita esse rebote, chutando a bola e colocando-a para dentro do gol.



segunda-feira, 21 de agosto de 2023

O MAGO DOS GOLEIROS E DOS TIMES (in memoriam)


A primeira recordação que tenho do Juarez foi num torneio em Juiz de Fora. Lá estava aquele negro bonachão, esparramado nas arquibancadas do ginásio, cercado por vários botonistas interessados em comprar times e goleiros que ele tão bem fabricava.
Torneiro aposentado, como ele mesmo se definia, largou a profissão para se dedicar aos botões. Como todos os outros fabricantes, às vezes enrolava as entregas, atrasando os pedidos, para desespero dos novatos, que esperavam ansiosos pela chegada do que consideravam um presente dos deuses.
Meu primeiro goleiro, o Humberto "original", foi confeccionado por ele. Era todo transparente, com duas pequenas faixas verticais em vermelho e preto (logo eu, um tricolor fanático, com um goleiro que mais poderia representar o arquirrival Flamengo). Custou 20 (qual era a moeda da época, começo da década de 1980? Cruzeiro, cruzado, cruzado novo? Não me lembro). Mas foi o Humberto o grande responsável pelo maior título da história do meu time, o Chorare: o de campeão brasileiro adulto individual em 1983, numa final histórica contra o Zé Ricardo Lage, no Ginásio de Caio Martins, em Niterói, num campeonato que reuniu 64 botonistas. Na semifinal, eliminei o João Paulo Mury (então presidente da CBFM, figura que, até hoje, faz muita falta ao movimento) e joguei a decisão com o Zé Ricardo. O tempo normal acabou 1 x 1. Na prorrogação, nova igualdade: 1 x 1. Nos pênaltis, cinco cobrados consecutivamente, fui o primeiro a bater. Na primeira série, fiz quatro gols e perdi o último. O Zé Ricardo foi para as cobranças e marcou os quatro primeiros. Bastava converter o último para ser o campeão. Aí surgiu o Humberto, que defendeu o chute. Nova série, e novamente perdi uma cobrança. Na vez do Zé Ricardo, ele também desperdiçou uma, provocando o segundo empate por 4 x 4. Na terceira série, avisei ao meu adversário: Vou marcar os cinco. E foi o que ocorreu. Antes de bater o seu primeiro pênalti, Zé Ricardo me disse, baixinho: quero ser o primeiro a te cumprimentar. E o Humberto, como se tivesse asas, defendeu a cobrança, o que me deu a vitória por 5 x 0.
Em outros torneios, lá estava o Humberto a fazer defesas impressionantes. Como se as mãos calejadas do Juarez ajudassem aquele simples pedaço de acrílico a se transformar num Castilho (maior goleiro que vi jogar, defendendo o Fluminense e o Brasil) e defender bolas impossíveis.
A maioria dos botonistas do Rio de Janeiro, no começo da regra dos 3 Toques, usava os times confeccionados pelo Juarez. Um dos maiores campeões da nossa regra, o Bruno de Castro, usa até hoje um time feito pelo Juarez, que não troca por nenhum outro mais "moderno". Seu pai, o Josué, que também perdemos recentemente, jogava com um time do Juarez.
Outra história interessante que me remete ao Juarez foi novamente num campeonato em Juiz de Fora. Ele estava vendendo vários goleiros e um me chamou a atenção: era cor de abóbora, com duas faixas pretas na vertical. Era perfeito para o time do saudoso Walter Morgado. Não tive dúvida: comprei o goleiro e presenteei meu amigo de Brasília. Mas, no jogo seguinte do Walter, notei que ele não colocou o goleiro para jogar. Fiquei decepcionado e, depois do fim da partida, fiz a pergunta: "Walter, você não gostou do presente?" "É claro que gostei." Mas por que você usou o goleiro antigo?" “Porque o que você me deu não estava treinado...", disse, com um sorriso maroto.

Benjamin Abaliac (em agosto de 2013)

Nota: 
No último dia 19 de agosto completou dez anos que nosso amigo Juarez Reis faleceu.