sábado, 26 de janeiro de 2013

TEMPORADA COMEÇA COM A DISPUTA DO “PANGARÉ”


 


A temporada do futebol de mesa brasiliense teve início neste sábado, 26 de janeiro de 2013, na AABB.
Sem contar com a sua maior estrela (R. P.), tivemos a disputa dos torneios “Pangaré” e “Puro Sangue”.
Conforme o “regulamento” desses torneios, feito o sorteio dos jogos, os vencedores da primeira rodada continuam disputando o “Puro Sangue” e os perdedores passam a “correr o risco” de ganhar o “Pangaré”: uma cabeça de cavalo bem grande, em gesso.
Feito o sorteio, a primeira rodada teve os seguintes encontros e respectivos resultados: Bruno 2 x 0 Digão, José Ricardo 2 x 0 Caruso, Antônio Carlos 3 x 3 Luiz Cláudio e Motta 0 x 0 Marcelo Porto.
Assim, tornou-se necessário utilizar um critério para desempatar os dois últimos jogos. O escolhido foi o sorteio.
Dessa forma, foram os vencedores Antônio Carlos e Motta, que passaram para continuar na disputa do “Puro Sangue”, enquanto Luiz Cláudio e Marcelo Porto seguiriam em busca da bela cabeça de cavalo!
As semifinais do Pangaré passaram a ser Digão x Caruso e Luiz Cláudio x Marcelo Porto.
Digão venceu Caruso por 3 x 1 livrando-se do grande vexame! A mesma coisa fez Luiz Cláudio, ao golear Marcelo Porto, por 6 x 2.
Chegamos ao maior momento do dia, a disputa do título de campeão do “Pangaré”, entre Caruso e Marcelo Porto.
Caruso acertou tudo o que podia e venceu por goleada: 7 x 3, sem deixar dúvidas de que queria se livrar do tremendo “abacaxi”!




Agora, nosso amigo Marcelo Porto (na foto, à esquerda) vai ter que ficar com essa “lembrança” por um ano e, conforme o Artigo 1º do Regulamento da Competição deverá deixar exposto na sala de sua casa, para todos apreciarem essa bela figura equina!
Ao final do torneio, Marcelo Porto recebeu o belíssimo troféu das mãos de Bruno, campeão em 2012.
Na decisão do 3º lugar do “Pangaré”, Luiz Cláudio venceu Digão, por 3 x 2.
 



No lado do “Puro Sangue”, as semifinais apresentaram esses resultados: José Ricardo 2 x 0 Bruno e Motta 3 x 2 Antônio Carlos.
Na decisão do 3º lugar, Antônio Carlos goleou Bruno, por 4 x 0.
Na final do “Puro Sangue”, José Ricardo venceu Motta, por 2 x 1, tornando-se bicampeão do torneio, pois o havia vencido em 2012.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

BOTONISTAS DE A a Z - AMIGOS PARA SEMPRE: Roberval de Paula



Roberval de Paula Teixeira nasceu no dia 18 de maio de 1951, em Paulistânia (SP), cidade que fica a 15 km de Bauru (SP).
Com menos de onze anos de idade, em fevereiro de 1962, transferiu-se, juntamente com sua família, para o Setor Norte de Taguatinga (DF).
A primeira vez que viu um time de botão foi quando venceu um sorteio numa banca de jornais, cujo prêmio era um time de botão.
Os primeiros jogos aconteceram na calçada que cercava sua casa, com seu amigo de infância Milton Moraes, que logo tratou de comprar um time. A eles foi se juntando a molecada da rua e não demorou muito para acontecer a organização de vários torneios.
Devido ao grande número de meninos que apareceram para jogar, Roberval construiu a primeira mesa, aproveitando uma pequena chapa de madeira, na qual colocou quatro pés. Estava construído o primeiro “estádio” de sua rua. Calçada nunca mais!
Um desses meninos foi Canhoto, que mais tarde seria treinador no futebol do Distrito Federal.
Não demorou muito para Roberval descobrir, no centro de Taguatinga, um novo grupo de botonistas, com times mais sofisticados e mesas maiores que a sua.
Passou a jogar no centro de Taguatinga, indo com eles alguns de seus amigos da rua onde morava.
Além do melhor nível técnico dos novos adversários, outra dificuldade que Roberval e seus amigos enfrentaram foi a distância. Por falta de transporte, os meninos caminhavam cerca de sete quilômetros para chegar ao local dos jogos.
O ano de 1982 foi o de conhecimento de uma nova regra e de um novo pessoal.
Ao ler reportagem publicada em um jornal que aconteceria o 4º Torneio Aberto de Futebol de Mesa de Brasília, ligou para um dos organizadores, José Ricardo Almeida. Combinou com ele um horário e apareceu na UDF. No mesmo dia, inscreveu-se na competição, juntamente com seu amigo de infância, Milton, e passou a treinar com um time emprestado por Álvaro Azevedo.
Venceu o Torneio Aberto, disputado de 27 de março a 25 de abril de 1982, já com o nome do seu time de Águia Branca, disputando oito jogos, vencendo cinco, empatando dois e perdendo apenas um. Na final, derrotou Mauro Moura (Náutico), invicto até a partida decisiva. Seu amigo Milton chegou em quarto lugar.
Logo depois, de 25 de maio a 17 de julho de 1982, venceu o primeiro campeonato interno da Associação Guará, com Milton Moraes na segunda colocação.
Após a realização do Torneio Aberto, mandou fazer seu time na Stiloplast, de Taguatinga. O time era todo branco, tinha a escalação do Fluminense (seu time de coração) mas era uma homenagem ao Paulo Caruso, botonista por quem sempre teve grande admiração.
Roberval participou pela primeira vez da Taça Brasília de 7 de agosto a 25 de setembro de 1982, chegando no 12º posto.
Como sempre teve bom relacionamento, participou de torneios internos da Associação, do CEUB, da UDF, do Liberal, dos Correios e do Asa Norte.
Venceu ainda os internos do Guará nos anos de 1985 e 1988.
Sua última participação em um torneio oficial aconteceu de 4 a 11 de março de 1988, quando disputou o 7º Campeonato Brasiliense Interclubes, defendendo as cores da Associação Guará.
Já faz um bom tempo que Roberval é nome muito querido no futebol de campo do Distrito Federal. Já trabalhou, quase sempre como supervisor, em 19 equipes do DF, sendo a primeira delas o Tiradentes. Já ganhou vários “Troféu Mané Garrincha” e tem a Comenda “João Havelange”.